02/01/2017

Cuidado

Quando eu tinha dez anos conheci uma mulher chamada C. B., tinha trinta e poucos anos. Ela era legal, simpática e engraçada. Brincava comigo, a gente ria, ela tinha uma filha com quase a mesma idade que eu e estavam sempre na minha casa. A convivência foi aumentando ao longo dos meses, anos e a amizade só aumentava. Ela tinha os defeitos dela, mas quem não tem defeitos? Eu relevava, todos relevavam, porque ela era muito legal e sempre nos apoiava nos momentos mais difíceis de nossas vidas... Comeu da nossa comida, bebeu da nossa bebida, chorou nosso choro e nos consolou. Nós a ajudamos muito também; ela apanhava do marido, complicado isso... Morou conosco diversas vezes por conta disso. Eu a tinha como uma madrinha.
Porém, um dia ela foi embora. Com meu pai. E eu, minha mãe e meus irmãos, embora já adultos nesse período, ficamos sós. 

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Cuidem de suas casas, de suas famílias... A má intenção, por si só, já é o suficiente pra ferir. Não é questão de confiança e sim, de princípios e de cuidado. O lar é de quem mora nele: os demais tem seu tempo de chegar e ir embora e isso não pode ser motivo de confusão numa família. Pra tudo tem que haver um limite.  Todos têm suas próprias razões e eu tenho as minhas. Nunca deixarei de cuidar e preservar o que é meu.

22/10/2016

IV

Há quatro anos tomei uma decisão muito importante. E é incrível como as coisas mudaram pra melhor depois que você surgiu na minha vida, pois tudo tomou cor e brilho. Eu me sinto feliz ao seu lado, o tempo todo. Gosto de dormir e acordar com você, gosto de preparar seu café, passar o dia distante é até normal, mas me sinto tão feliz quando você retorna... Esses últimos anos têm sido assim e eu não consigo, realmente, parar de te olhar, parar de querer sua presença, parar de te querer cada vez mais e melhor e o meu amor não consegue parar de crescer, simplesmente porque ele não quer parar de te amar! Obrigada por tudo, meu amor!




30/04/2016

Mudanças

"E o teu medo de ter medo de ter medo não faz da minha força, confusão".
Li, nesta semana, que para sermos felizes não precisamos estar certos em nossos pensamentos e razões, basta estarmos com nossos corações em paz. Mas há os que preferem ter razão. Compreendo, pois fui assim por muitos anos. A última palavra tinha que ser a minha.

"Mas tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos é o mal que a água faz quando se afoga...".
Mudar é preciso. Enxergar além é preciso. Flexibilizar é preciso. De que adianta treinar durante meses e, na hora da corrida, ir contra a parede em alta velocidade? Ou fazer disso rotina?
Tudo tem o lado bom e o lado mau: precisamos analisar e fazer a escolha correta. E nem sempre o correto é o mais conveniente no momento. Mas, por esse motivo, vamos optar pelo mau? Isso é insanidade, teimosia. Logo, podemos aguardar e beber da água se formos paciente. Ou nos afogar. 

"Tu és responsável por aquilo que cativas". Ou o outro é responsável por gerar expectativas em demasia? 
Uma coisa tenho compreendido e colocado em prática nos últimos meses, graças à minha psicóloga Sarah: somos responsáveis por nossas escolhas. Mas não temos culpa das escolhas alheias, menos ainda dos erros e fraquezas alheios. E caramba, isso faz um enorme diferença!







Citações:

1, 2.: Daniel na Cova dos Leões, Legião Urbana;
3.: O Pequeno Principe
4.: Fotografia: Seriado Felicity - Ben`s room picture

20/11/2015

Cada Qual...

Cada qual no seu canto
Cada qual, um encanto
Cada qual, desencanto
O amor, desengano?

Cada qual com palavras
Cada qual, atitudes
Cada qual, suas virtudes
O amor, promessas vãs?

Cada cuidado, proteção
Cada cuidado, provisão
Provisão não é cuidado
O amor está sendo cuidado?

O cansaço atinge o físico
O mal físico causa cansaço
O descuido causa cansaço
A omissão causa cansaço
Promessas causam cansaço
Palavras causam cansaço
Atitudes causam conforto
O amor, nesse ciclo de vícios,  desconforto.

Cada qual no seu canto
Cada qual, um encanto
Cada qual, desencanto
O amor, desengano?

10/04/2014

Tristeza

Eu queria o meu eu de volta. Mas quem foi o meu eu? Quem será?

Eu não me conheço. Eu não me reconheço. Essa tristeza, essa sensação de que tudo o que sinto não vai passar é desesperadora.

Estranho. Quando eu tinha 15 anos tudo o que eu queria era um aparelho legal de som.  Ganhei um tempo depois. Aos 17, tudo o que eu queria era um violão. Eu comprei, do jeito que eu queria.  Aos 21 queria muito um computador. Demorou, mas ganhei um. Tudo demorado, tudo conquistado, mas tudo perdeu a graça.

Depois de tantos anos de solidão e eu me descobrir realmente, tudo o que eu queria era um amor verdadeiro, que me trouxesse alegria, paz, que me desse uma família. Passei por algumas decepções mas, depois de um tempo, eu consegui. E hoje eu tenho o meu amor. Eu tenho a minha casa. Eu tenho a minha família. E de um modo geral sou feliz e grata a Deus por isso.


Mas por que essa tristeza não vai embora? Por que ela aparece às vezes? Eu me cuido. Eu me trato. E meu caminho profissional continua estagnado porque falta ação da minha parte. Tenho tudo nas mãos... Mas sinto como se nada tivesse. E esse sentimento de que sempre vai faltar algo é diferente do sentimento de não estar satisfeita com o que tenho. Eu tenho tudo o que eu quero! Eu tenho tudo o que pedi! Mas porque essa tristeza não vai embora e me deixa em paz?

08/01/2014

Verdadeiro Amor

Há dois anos eu esperava por nada, sem saber que esperava pelo amor. Ele veio até mim de graça, enquanto eu achava que tudo seria o mesmo nada de sempre.

Mal eu sabia que havia plantado uma semente quase dois anos antes. Plantei essa semente com indiferença, com certo ar esnobe porque, simplesmente, me sentia erroneamente o máximo naquele momento…

Eu realmente não sei como fiz isso, como conquistei, cativei e consegui. Sei que ele veio até mim. O amor chegou e eu me deixei levar…

Sei que muitas vezes não sou melhor do que poderia ser. Sei que piso na bola. Mas eu sei o que eu realmente sinto. E o que sinto, indiscutivelmente, é amor verdadeiro.






23/03/2013

Ditadura gay?

Não existe ditadura gay. Nunca existiu. Se hoje há este assunto em questão é por conta de diversos ataques sofridos por um grupo de pessoas que nunca prejudicou o próximo devido ao fato de ser homossexual. Ser homossexual não agride ninguém. Não mata. Só incomoda. Porque o que mais incomoda os homofóbicos e os que se dizem cristãos (radicais), não importando a vertente religiosa, é a felicidade das pessoas que tem a coragem de viver seus sentimentos e serem felizes, sem culpa. Que cada um cuide da sua vida.