12/10/2007

11 de Outubro

Hoje me lembrei de onze anos atrás, fiquei com o coração apertado e quase sofri um déjà vu de tudo o que estava sentindo naquele momento. Outubro de 1996. Um mês terrível e inesquecível como vários outros deste mesmo ano que começou terrível e terminou menos terrível.
Quando Renato Russo morreu, me senti um maltrapilho. Depressão aguda realmente. Cheguei num nível tão baixo, onde só havia tristeza dentro de mim. Minha família tinha medo do que podia acontecer, mas como em todos os momentos difíceis em minha vida, superei. Eu só tinha dezessete anos e um fanatismo inexplicável.
Hoje decidi ouvir algumas canções que tocam profundamente o meu coração e o meu consciente: comecei por “Eu Sei”, a que mais faz lembrar a perda; depois “Vinte e Nove” (estou quase chegando e espero decidir começar a viver também); “O Descobrimento do Brasil”, que relata toda a pureza e tudo o que podemos sentir de mais belo, o amor; “Giz”, porque sim, porque era a favorita dele, além de ser linda; “Esperando por mim”, um momento de agonia, redenção e paz...E, finalmente, “Quando você voltar” - Ah Renato, como eu gostaria que você tivesse sido feliz no amor! Você era tão sensível e dedicado. Por que teve que sofrer tanto?
O tempo passa e fica a saudade, que passou por várias fases: desespero, tristeza e angústia, conformidade e enfim, saudade. Obrigada por todo o ensinamento. Amo você, Renato.

Carol Russell

2 comentários:

Lone Wolf disse...

Lindas palavras.

Talita Dafne disse...

Sabe que as vezes acho que pessoas sensiveis e dedicadas costumam mesmo sofrer no amor...Não somente o Renato, parece que as pessoas não os entendem, ou quando entendem é um pouco tarde demais...

Espero estar errada...