10/03/2011

Reflexões e desabafos de 10 de março de 2011.

Eu sonhava em ter um amor de verdade. Quando tive, percebi e senti tudo aquilo que fazia parte da minha imaginação: aquela sensação gostosa de ansiedade, a reciprocidade maravilhosa de sentimentos, os momentos de carinho inesquecíveis. No entanto, tudo foi tomando um caminho no qual eu fui me desprendendo: o amor se tornou mais importante que eu mesma.

Naturalmente fui me abandonando, por livre e espontânea culpa e inexperiência. Não havia um pensamento, nada que fizesse com que eu tivesse os meus planos pessoais. Tudo era “nosso”. Assim, fui me deixando de lado. Passei a me desesperar com a saudade, com as preocupações com o outro, com os planos que eu havia traçado, mas não conseguia colocá-los em prática e logo, fazer os objetivos darem certo. E, logicamente, fui me deprimindo... Não demorou muito tempo e a minha falta de amor próprio foi meu grande algoz.

Estava caminhando rapidamente e estressada por uma rua que não passava há tempos. Foi quando encontrei um casal simpático, de meia idade, cuja senhora me abordou dizendo: “acabei de falar pra ele da sua delicadeza, da sua postura”. Logo eu, que estava apressada e havia pedido a ela licença, pois ela tinha parado numa banca de jornal bem à minha frente e eu somente agradeci assim que ela desviou. Eu disse que estava com hora para uma sessão de fisioterapia, mas que, pela simpatia e doçura deles, iria acompanhá-los devagar. E assim fomos conversando, eu recebendo elogios - sabe-se lá o porquê de tanto carinho - quando eles pararam em frente a um carro e ofereceram carona. Era caminho, então aceitei. Talvez eu nunca mais os veja novamente, mas o bem estar que eles me fizeram sentir nunca esquecerei.

No retorno fiquei repensando minha vida e nas coisas que eu precisava fazer para retomar meu caminho. É uma jornada complicada. Parece fácil, mas em se tratando de mim, não é. E caminhando pela linda praia de Santos fiquei admirando as coisas simples: as pessoas passeando com os cães, algumas se exercitando, outras admirando a natureza e tomando aquele leve sol de uma temperatura deliciosa de 26 graus. A brisa que balançava os lindos cabelos castanhos claros de um garotinho de cerca de dois aninhos... E pensei: “Eu, pouco tempo atrás, planejava largar esse lugar que amo por amor”. Como eu errei em pensar assim. Por algum motivo profissional ou familiar é compreensível, mas por amor, somente por ele, não. Tem que haver motivos mútuos.

Estou redirecionando minha vida, ainda perdida e decepcionada com atitudes minhas, por excesso de dedicação às pessoas e por descuidar de mim. Principalmente no campo profissional, o que me abala muito. Falta de oportunidade também, sem fazer “mea culpa”. É difícil se sentir um fracasso e estou assim. Mas é certo que vou me cuidar e jamais nenhum amor vai me tirar do lugar que eu tanto amo apenas por ele mesmo. E jamais, nenhum amor, vai me afastar de mim.

Meu pensamento continua o mesmo e sempre farei tudo por amor. Contanto que eu faça, simultaneamente, por mim mesma.

Um comentário:

Solange Lima disse...

Certíssima!
Espero que assim o faça, esse é o caminho para sua felicidade.